Prohibition of regime progression to members of a criminal organization

Authors

  • Carlos Eduardo Ferreira dos Santos Universidad de Castilla-La Mancha (Espanha)

Keywords:

penitentiary systems, prohibition of regime progression, criminal organization, constitutionality, conventionality

Abstract

The study deals with the modifications resulting from the addition of § 9º to art. 2º of law nº 12.850/2013. Due to the new wording provided by law nº 13.964/2019, the progression of the regime, conditional release and other prison benefits to those convicted of belonging to a criminal organization or crimes committed through a criminal organization that still maintain an associative bond are prohibited. The problem is to identify whether the prohibition on regime progression is similar to any type of prison system; whether these changes are constitutional and whether human rights are respected. The methodology used is based on the analysis of national and international standards, as well as on doctrine and jurisprudence research. In the end, it appears that the new law is approaching the pensilvanic system or cellular penitentiary system; complies with the principle of individualization of punishment, being constitutional and compatible with the principle of conventionality in international standards, in particular with the United Nations Minimum Rules for the Treatment of Prisoners and the Convention Against Torture and Other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment.

Author Biography

Carlos Eduardo Ferreira dos Santos , Universidad de Castilla-La Mancha (Espanha)

Advogado e consultor jurídico. Membro consultor da Comissão Especial de Direito Penal Econômico, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Integra o grupo de investigação “Estado, Instituciones y Desarrollo”, da “Asociación Latinoamerica de Ciencia Política” e o comitê de pesquisa “Systèmes judiciaires comparés” da “Association Internationale de Science Politique”. Mestrando em Política Criminal pela Universidade de Salamanca (Espanha). Cursou o Programa Avançado em Compliance pelo “Institute for Advanced Management – CEU IAM” (Espanha). Especialista em Filosofia e Teoria do Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília – UniCeub.

References

BALTAZAR, José Paulo. Crimes federais. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.

BITENCOURT, Cezar Roberto. Falência da pena de prisão. Causas e alternativas. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.

BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal. Parte geral 1. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ constituicao.htm. Acesso em: 31 mar. 2020.

BRASIL. Decreto no 40, de 15 de fevereiro de 1991. Promulga a Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/D0040.htm. Acesso em: 31 mar. 2020.

BRASIL. Decreto no 592, de 6 de julho de 1992. Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. Promulgação. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d0592.htm Acesso em: 19 ago. 2020.

BRASIL. Decreto no 2.848/1940. Código Penal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm. Acesso em: 31 mar. 2020.

BRASIL. Decreto no 5.015/2004. Promulga a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/ decreto/d5015.htm. Acesso em: 31 mar. 2020.

BRASIL. Lei no 7.210/1984. Institui a Lei de Execução Penal. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7210compilado. htm. Acesso em: 31 mar. 2020.

BRASIL. Lei no 12.850/2013. Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal; altera o Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); revoga a Lei no 9.034, de 3 de maio de 1995; e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ Ato2011-2014/2013/Lei/L12850.htm. Acesso em: 31 mar. 2020.

BRASIL. Lei no 13.964/2019. Aperfeiçoa a legislação penal e processual penal. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/ L13964.htm. Acesso em: 31 mar. 2020.

BRASIL. STF. Supremo Tribunal Federal. Pleno. HC 82.959/SP, Relator Ministro Marco Aurélio, j. 23/02/2006, DJe 01/09/2006. Disponível em: https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/ sjur7931/false. Acesso em: 20 ago. 2020.

BRASIL. STF. Supremo Tribunal Federal. Primeira Turma. HC 96.007/SP, Relator Ministro Marco Aurélio, j. 12/06/2012, DJe 07/02/2013. Disponível em: https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/ sjur223873/false. Acesso em: 20 ago. 2020.

CUELLO CALÓN, Eugenio. La moderna penología. (Represión del delito y tratamiento de los delincuentes. Penas y medidas. Su ejecución). Tomo I. Barcelona: Bosch Casa, 1958.

FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Comentários à constituição brasileira de 1988. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 1997. v. 1. FONTAN BALESTRA, Carlos. Derecho penal. Introducción y parte general. Buenos Aires: Abeledo-Perrot, 1998.

HASSEMER, Winfried; MU ÑOZ CONDE, Francisco. Introducción a la criminología y a la política criminal. Valencia: Tirant Lo Blanch, 2012.

JESCHECK, Hans. Tratado de derecho penal. Parte general. 4. ed. Granada: Comares, 1993.

JIMENEZ DE ASÚA, Luis. Principios de derecho penal. La ley y el delito. 3. ed. Buenos Aires: Abeledo-Perrot, 1958.

JIMENEZ DE ASÚA, Luis. Tratado de derecho penal. Tomo I. Buenos Aires: Losada, 1950.

KAISER, Günter. Introducción a la criminología. 7. ed. Trad. José Arturo Rodrígues Núñez. Madrid: Dykinson, 1988.

MAXIMILIANO, Carlos. Comentár ios à constituição brasileira. 4. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1948. v. III.

MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Curso de direito internacional privado. 2. ed. São Paulo: Forense, 2017.

MAZZUOLI, Valério de Oliveira. O controle jurisdicional da convencionalidade das leis. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Teoria geral do controle de convencionalidade no direito brasileiro. Revista de Informação Legislativa. Brasília, a. 46, n. 181, p. 113-139, jan./mar. 2009.

MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 2007.

MIR PUIG, Santiago. Derecho penal. Parte general. 8. ed. Barcelona: Reppertor, 2006.

MUÑOZ CONDE, Francisco; GARCÍA ARÁN, Mercedez. Derecho penal. Parte general. 8. ed. Valência: Tirant Lo Blanch, 2010. NOVELINO, Marcelo. C urs o de dire ito constitucional. 14. ed. Salvador: JusPodivm, 2019.

RAMOS, André de Carvalho. Teoria geral dos direitos humanos na ordem internacional. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.

REGIS PRADO, Luiz. Direito penal econômico. 7. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016.

ROXIN, Claus. Derecho penal. Parte general. Tomo I. Trad. Diego Manuel Luzón Peña; Miguel Díaz y García Conlledo; Javier de Vicente Remesal. Madrid: Civitas, 1997.

SILVA, De Plácido e. Vocabulário jurídico. 26. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005.

UNODC. Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. Regras Mínimas das Nações Unidas para o Tratamento de Reclusos (Regras de Nelson Mandela). Disponível em: https://www. unodc.org/documents/justice-and-prison-reform/ Nelson_Mandela_Rules-P-ebook.pdf. Acesso em: 19 jan. 2020.

VON LISZT, Franz. Tratado de direito penal alemão. V. I. História do Direito brasileiro. Obra fac-similar. Brasília: Senado Federal, 2006.

WELZEL, Hans. Derecho penal. Parte general. Trad. Carlos Fontán Balestra. Buenos Aires: Roque Depalma, 1956.

Published

2021-03-10

How to Cite

Santos , C. E. F. dos. (2021). Prohibition of regime progression to members of a criminal organization. Revista Do Tribunal Regional Federal Da 3ª Região, 32(148), 39–60. Retrieved from https://www.revista.trf3.jus.br/index.php/rtrf3/article/view/207

Issue

Section

Artigos

Most read articles by the same author(s)